Não sou um grande admirador do Fritjof Capra, nem da “Física” que ele defende. Mas é preciso reconhecer que há muito o que se aprender com ele. Mas isso não vem ao caso, até porque não li mais que poucas páginas sobre ele e suas idéias. De cara não gostei. Será que evito as mudanças? Acho que não. Sempre fui um “mutalóide”. Adaptando-me muito rápido à mudanças. Parece-me que encontrando-me em um “novo ambiente”, sinto-me como se a ele pertencesse. Mas é engraçado como, mesmo adaptando-me rápido, mantenho minhas “coisinhas”. As idiossincrazias de cada um, como dizem. Sorvete para mim é de Flocos e não adianta me mostrarem outros sabores “maravilhosos”, sorvete para mim é de Flocos e só tomo outro se não houver o de Flocos. Sabores, manias, jogos, os mantenho iguais. Experimentar, adoro, mas nunca largo o que já tenho. Será isso possível, mudar e manter-se? Acho que sim.
Olhando para minha vida, vejo claramente quantas vezes mudei, mudei meu estilo, minha forma de pensar, de casa (nossa, detesto fazer a mudança, mas mudar… oba!). Pode-se dizer que fui várias pessoas numa única vida. Mas ninguém nunca chegou e disse:- Nossa como você está diferente; ou : – Como você mudou. No máximo disseram: – Não acredito que agora você fuma, você sempre detestou cigarros.
Para mim o segredo, ou a vacina contra o medo das mudanças, como preferirem, é adaptar-se. Um grande amigo meu, sempre carrega uma máxima, “O ser humano é o animal que mais se adapta ao meio em que vive”. Ele tem razão, se chegamos onde chegamos (chegamos?!?), foi por nos adaptarmos ao nosso ambiente, as mudanças, as diferenças, enfim. Ou talvez eu nunca estive confortável onde estava, acho que sempre algo me incomodou. E o desconhecido sempre foi para mim, apenas o desconhecido.
Bom a única coisa que não muda é que sempre existirão mudanças. Você mudará de namorada, de emprego, de cidade, de país, de roupa, de casa, de carro, de humor ou vão mudá-los por você, tanto faz. Ou você se adapta ou corre o risco de entrar na lista dos animais (e indivíduos) em extinção.
Vamos lá!
Bardo
A vida é uma reinvenção de nós mesmos prá nós e pros outros! E Viva as mudanças!!! Como eu coloquei no post do Alex: Continuidade sem continuismo!
Abraços!
Por: zuleid em julho 5, 2010
às 3:00 am